O mercado de créditos de carbono da Austrália voltou a ganhar força com o aumento da demanda e dos preços das compensações de carbono.

O país estabeleceu uma meta mais ambiciosa para 2035, buscando reduzir entre 62% e 70% das emissões, o que pressiona as empresas a buscar alternativas para equilibrar suas operações.
Saiba mais:Mercado de Créditos de Carbono da Tailândia
De acordo com a ANZ Research, a procura por unidades de crédito de carbono australianas deve permanecer alta.
Apesar da queda na compra de créditos no segundo trimestre de 2025, o estoque total chegou a 53,3 milhões de unidades.
O movimento tem chamado atenção de traders e investidores, que tratam os créditos de carbono como uma nova commodity em valorização.
Essa perspectiva reforça os mercados de carbono como uma classe de ativos alternativa, com negociações e contratos futuros em expansão.
No cenário mais amplo, as políticas climáticas da Ásia-Pacífico estão fortalecendo a economia verde e criando um mercado dinâmico para compensações.
Quanto mais rígidas as metas, maior o incentivo para as indústrias investirem em estratégias de descarbonização, combinando cortes diretos de emissões e compra de créditos.
Com esse contexto, o mercado australiano de carbono se posiciona como um dos mais importantes do mundo.
A possível escassez de oferta e o aumento dos preços tornam urgente para empresas e investidores anteciparem movimentos, seja reduzindo emissões na fonte ou aproveitando oportunidades nesse mercado em expansão.
Saiba mais: Taxas Globais de Desmatamento continuam a Alarmar
Projeto Mejuruá: Um ator de combate a mudanças climáticas

O Projeto Mejuruá é um projeto financiado pelo empresário Gaetano Buglisi.
A geração de créditos de carbono é usada como ferramenta para proteger a floresta amazônica fazendo com que o carbono permaneça estocado nas árvores e convertido em créditos vendidos no mercado voluntário.
Essa iniciativa mostra como a preservação da floresta pode se transformar em benefício real para o clima.
