Com as mudanças climáticas piorando, os créditos de carbono estão ganhando cada vez mais importância.

Amazônia, Brasil

A Amazônia com sua grande quantidade de carbono e risco de desmatamento, se tornou um ponto central para essas iniciativas.

Mas a pergunta é:

Os projetos REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) realmente evitam que árvores sejam cortadas?

O conceito de adicionalidade ajuda a responder.

Ele mostra se um crédito de carbono é verdadeiro se a floresta estivesse em risco. Avaliar isso é um desafio porque envolve tanto dados quanto decisões políticas.

Um estudo recente do Climate Policy Initiative e da PUC-Rio trouxe uma forma nova de medir a adicionalidade.

Em vez de olhar só para o desmatamento passado o modelo analisa o que cada produtor rural faria considerando preços, produtividade, logística e quantidade de carbono na propriedade.

Os resultados mostram que 77% do carbono protegido pelos projetos REDD é realmente adicional, ou seja, teria sido perdido sem os projetos.

Mas ainda há cerca de 23% de créditos gerados em áreas que provavelmente não seriam desmatadas de qualquer jeito.

A eficácia varia por região. Lugares com forte pressão do agronegócio têm alta adicionalidade, enquanto áreas de difícil acesso e baixa produtividade.

Por isso é importante analisar cada projeto para garantir que os créditos realmente ajudem a proteger a floresta.

Projeto Mejuruá

Amazônia, Brasil

O projeto Mejuruá é uma iniciativa que tem como objetivo proteger a floresta amazônica e ajudar as comunidades locais.

Por meio da conservação ambiental ele gera créditos de carbono que contribuem para a redução das emissões de gases poluentes, promovendo o desenvolvimento sustentável na região.