Recentemente, a Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (Asbram) encerrou o primeiro semestre de 2024 com debates intensos sobre crédito de carbono.
Além disso, foi discutido a virada do ciclo pecuário, e a sustentabilidade ambiental e financeira.
O evento destacou o papel das profissionais da cadeia de carne bovina e leite, apresentando as novas práticas e tecnologias que estão moldando o futuro da pecuária brasileira.

O dia foi marcado por apresentações de mulheres atuantes em empresas globais de fertilização de pastagens e nutrição moderna dos rebanhos.
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Temas discutidos no evento e os créditos de carbono
Sabrina Coneglian, Zootecnista e Gerente de Pecuária na Mosaic Fertilizantes, ressaltou a importância de os pecuaristas adotarem boas práticas de produção para atender às normas ambientais, garantir bem-estar animal e utilizar tecnologias avançadas.
Renata Ferrari, Engenheira Agrônoma e Gerente de Descarbonização da Yara Industrial Solutions, destacou os esforços da indústria de fertilizantes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
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Nélida Silvero, Engenheira Agrônoma e Cientista de Dados na Agoro Carbon Alliance, alertou que a tarefa ambiental dos pecuaristas brasileiros ainda está longe de ser recompensada financeiramente pelos mercados.
Os créditos de carbono foram um ponto de atenção no evento. Diante da incerteza sobre a regulamentação do mercado, cada vez mais busca-se discutir formas de implementar os créditos nas práticas do agronegócio brasileiro.
Buscando a criação de um mercado mais consciente.
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Créditos de carbono do Projeto Mejuruá
O evento da Asbram reforçou a importância da sustentabilidade e descarbonização na pecuária, alinhando-se com iniciativas como o Projeto Mejuruá.
A BR ARBO enfatiza práticas sustentáveis e a recuperação de áreas degradadas, promovendo uma pecuária de baixo carbono e respeitosa ao meio ambiente.
Os créditos do projeto poderiam ser uma saída para pecuaristas que ultrapassarem o limite de emissões.
Essas ações são cruciais para mitigar as mudanças climáticas e garantir um futuro sustentável para a Amazônia e outras regiões brasileiras.
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Por Ana Carolina Ávila