O recente encerramento da KOKO Networks levantou um debate importante sobre o papel dos créditos de carbono no financiamento de tecnologias de cozinha limpa na África.
Para Peter Scott, CEO e fundador da BURN Manufacturing o episódio gera dúvidas, mas não muda a realidade do setor.

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Segundo ele, atualmente não existe um mecanismo mais eficiente para levar soluções de cozinha limpa às famílias da África Subsaariana.
A região tem cerca de 1,2 bilhão de pessoas, muitas das quais ainda dependem de métodos tradicionais de cozimento que geram poluição e impactos à saúde.
O desafio, afirma Scott, não está na tecnologia nem na aceitação das novas soluções. O principal obstáculo é o custo para as famílias de baixa renda.
Nesse cenário, o financiamento por meio de créditos de carbono se tornou uma das poucas formas viáveis de ampliar o acesso.
Na prática, os créditos podem reduzir o preço inicial de fogões limpos entre 50% e 90%. Isso faz grande diferença.
Enquanto um fogão de US$ 50 pode ser inacessível para muitas famílias rurais, o mesmo equipamento com forte subsídio pode custar apenas alguns dólares.
Embora governos pudessem financiar essa transição, Scott afirma que isso é improvável no curto prazo.
Universalizar a cozinha limpa no continente exigiria cerca de 10 bilhões em arrecadação pública, o que reforça o papel do mercado de carbono como alternativa para viabilizar essa transformação.
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Projeto Mejuruá

O projeto Mejuruá é uma iniciativa importante que ajuda a conservar a floresta amazônica no Brasil.
Ele protege grandes áreas de floresta nativa, evitando o desmatamento e contribuindo para a captura de carbono.
Além disso o projeto gera créditos de carbono que podem ser vendidos para empresas interessadas em compensar suas emissões.
