As petroleiras Petrobras e Shell vão financiar uma pesquisa nacional inédita para medir o estoque de carbono nos solos e florestas do Brasil.

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O projeto, chamado Carbon Countdown, pretende mapear todos os biomas brasileiros e criar uma base científica sólida sobre o carbono armazenado no território nacional.
Cada empresa investirá R$ 54 milhões na iniciativa, que tem conclusão prevista para 2030.
O objetivo é gerar dados confiáveis que ajudem o país a avançar em políticas de descarbonização, créditos de carbono e financiamento climático, com foco na realidade brasileira.
O estudo será conduzido pelo Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical, vinculado a USP.
A pesquisa atende a uma demanda antiga do agronegócio, que questiona o uso de parâmetros internacionais para calcular emissões e estoques de carbono no Brasil, muitas vezes inadequados às condições locais.
Com escala nacional, o levantamento analisará cerca de 6.500 pontos distribuídos por todos os estados.
Ao todo serão coletadas mais de 250 mil amostras de solo, em profundidades de até um metro, permitindo uma visão detalhada do carbono armazenado no solo e nas florestas.
A criação dessa linha de base nacional de carbono pode fortalecer o papel do Brasil no mercado de carbono.
Aumentando a credibilidade ambiental do país e apoiar decisões estratégicas sobre uso da terra, agricultura sustentável e proteção florestal nos próximos anos.
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Projeto Mejuruá: Compromisso com o Meio Ambiente

Iniciativas como o Projeto Mejuruá da BR ARBO apontam o potencial da conservação florestal amazônica para atingirem as metas sustentáveis, sendo considerado um projeto de viés ambiental.
Projetos como o Mejuruá contribuem para o mercado de carbono global ao preservar ecossistemas, beneficiando tanto o meio ambiente quanto a economia local.
