Apesar de sediar a COP30, Pará continua sendo considerado como o estado brasileiro que mais desmata a Amazônia.

De acordo com dados do sistema de monitoramento PRODES do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o estado brasileiro do Pará continua no pódio dentre os que mais sofrem com o desmatamento da Amazônia.

Conforme os dados, o estado vem destruindo a floresta desde 2005, apresentando um total de 74,2 milhões da Amazônia Legal degradados, 40,2% do desmatamento total da floresta.

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No ano passado, o estado foi responsável por 2,4 mil km² do desmatamento. Sendo assim, manteve sua liderança de destruição da vegetação amazônica desde 2006.

Até 2004, o Mato Grosso liderava o ranking. Contudo, o Pará superou o estado no início do século XXI, perdurando a posição até os dias de hoje.

Por ser sede da próxima conferência climática, COP30, o total de 172,4 mil km² de floresta devastada gera críticas e preocupações em relação às metas climáticas globais e aos compromissos de preservação ambiental.

Os questionamentos aumentam enquando a demanda por sustentabilidade mundial e combate às mudanças climáticas cresce.

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Portanto, a condição do Pará reflete a urgência de ações para preservar a Amazônia, principalmente se levado em conta o protagonismo do Brasil nas discussões globais sobre o clima e a sustentabilidade.

Relação com o Projeto Mejuruá

Iniciativas como o Projeto Mejuruá da BR ARBO também apontam o potencial da conservação florestal amazônica para atingirem as metas sustentáveis, sendo considerado um projeto de viés ambiental. 

Projetos como o Mejuruá contribuem para o mercado de carbono global ao preservar ecossistemas, beneficiando tanto o meio ambiente quanto a economia local, alinhando-se com a perspectiva de transição para uma economia mais sustentável.

Ana Carolina Turessi