Uma pesquisa brasileira publicada na revista científica Global Change Biology apresentou novos modelos estatísticos que tornam mais preciso o cálculo do carbono estocado em florestas plantadas.

O estudo analisou mais de 2 mil árvores em 27 regiões do país e conseguiu reduzir erros nas estimativas em 10% na parte aérea e até 60% nas raízes, áreas tradicionalmente mais difíceis de medir.

Floresta de Creditos de carbono

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A empresa Bracell já começou a usar os novos modelos em seus inventários de emissões de gases de efeito estufa.

O setor de florestas plantadas tem papel estratégico na mitigação das mudanças climáticas, já que captura mais de 1,8 bilhão de toneladas de carbono equivalente no Brasil.

Os modelos foram aplicados em plantações de eucalipto e pinus, base da indústria de papel e celulose.

Com estimativas mais confiáveis, empresas podem acessar com mais segurança os mercados de carbono, além de contribuir para metas do Acordo de Paris.

Hoje, muitos inventários ainda usam valores médios antigos, definidos há mais de 20 anos, que não consideram fatores importantes como idade das árvores, espécie, solo e clima.

Isso pode gerar erros relevantes nas estimativas sobre quanto carbono as florestas realmente removem da atmosfera.

O novo estudo corrige essa lacuna com dados reais coletados em campo, tornando os cálculos mais fiéis à realidade brasileira.

Os pesquisadores analisaram variáveis como diâmetro da árvore, altura, idade do plantio, localização geográfica, precipitação e temperatura.

Essas informações alimentam modelos estatísticos que permitem estimar com mais precisão a biomassa total e, consequentemente, o carbono armazenado pelas árvores.

A abordagem traz uma visão mais detalhada do potencial climático das plantações florestais.

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Projeto Mejuruá: Compromisso com o Mercado de Carbono

O projeto Mejuruá é uma iniciativa importante que ajuda a conservar a floresta amazônica no Brasil.

Ele protege grandes áreas de floresta nativa, evitando o desmatamento e contribuindo para a captura de carbono.

Além disso o projeto gera créditos de carbono que podem ser vendidos para empresas interessadas em compensar suas emissões.