A empresa queniana Koko Energy suspendeu suas operações depois de enfrentar problemas regulatórios ligados aos créditos de carbono.

O governo do Quênia não emitiu a autorização necessária para a venda internacional dos créditos, bloqueando o principal fluxo de receita da companhia e levando ao encerramento das atividades.

Créditos de Carbono no Quênia

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Fundada em 2013 a Koko construiu seu modelo oferecendo bioetanol e fogões de cozinha limpa a preços subsidiados para famílias de baixa renda.

A proposta era substituir combustíveis poluentes como carvão e querosene, reduzindo emissões e melhorando a qualidade do ar nas casas.

Grande parte do financiamento desses subsídios vinha da venda de créditos de carbono certificados.

Que compensavam a redução de gases de efeito estufa gerada pela mudança no combustível usado pelas famílias.

Sem autorização para transferir os créditos internacionalmente, a empresa perdeu acesso ao seu principal mecanismo financeiro.

O impacto foi imediato mais de 700 funcionários foram demitidos, milhares de agentes independentes perderam renda e cerca de 1,5 milhão de famílias ficaram sem acesso ao combustível limpo fornecido pela empresa.

A rede incluía mais de 3 mil pontos automatizados de abastecimento em áreas urbanas e periurbanas.

O caso destaca como a dependência de regras regulatórias e do Artigo 6 do Acordo de Paris pode definir o sucesso ou fracasso de projetos climáticos.

Mesmo com apoio internacional e garantias financeiras do Banco Mundial, a falta de autorização oficial foi suficiente para interromper um dos maiores projetos de cozinha limpa e créditos de carbono da região.

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Projeto Mejuruá: Compromisso com o Mercado de Carbono

O projeto Mejuruá é uma iniciativa importante que ajuda a conservar a floresta amazônica no Brasil.

Ele protege grandes áreas de floresta nativa, evitando o desmatamento e contribuindo para a captura de carbono.

Além disso o projeto gera créditos de carbono que podem ser vendidos para empresas interessadas em compensar suas emissões.