Hong Kong está acelerando sua transição para se tornar protagonista de finanças verdes da Ásia, com exigências de conformidade com os padrões internacionais de relatórios de sustentabilidade para instituições listadas na bolsa até 2028.

No ano de 2025, empresas da Bolsa de Valores de Hong Kong (HKEX) serão obrigadas a divulgar o impacto climático sob uma regra de “cumprir ou explicar”, com a conformidade total obrigatória para grandes entidades até 2028.

Porém, a cidade enfrenta problemáticas, como a falta de expertise ambiental e dificuldades para rastrear as emissões de carbono, principalmente as de Escopo 3, que representam 70% da pegada de carbono das empresas.

Nos dias de hoje, 60% das maiores empresas de Hong Kong não relataram essas emissões, o que pode comprometer os esforços de sustentabilidade.

Leia: Riscos Climáticos e Financiamento Verde na Índia

Sendo assim, para combater tais problemáticas, analistas apontam a importância da implementação de tecnologias sustentáveis. As instituições financeiras precisam avaliar o impacto de carbono de seus portfólios de financiamentos para cumprir as metas climáticas.

Ademais, instituições listadas em Hong Kong e na China continental devem lidar com diferentes regulamentações de divulgação verde, o que torna a conformidade mais complexa.

Saiba mais: Crescimento das Indústrias Verdes na China

Além disso, o governo também está ajustando suas políticas de imigração para atrair especialistas internacionais em finanças verdes.

Em suma, expandir o impacto dos mercados voluntários de carbono na cidade é uma alternativa promissora para impulsionar o desenvolvimento verde e transição econômica sustentável.

Relação com o Projeto Mejuruá

Iniciativas como o Projeto Mejuruá da BR ARBO apontam o potencial da conservação florestal amazônica para atingirem as metas sustentáveis, sendo considerado um projeto de viés ambiental. 

Projetos como o Mejuruá contribuem para o mercado de carbono global ao preservar ecossistemas, beneficiando tanto o meio ambiente quanto a economia local, alinhando-se com a perspectiva de transição para uma economia mais sustentável.

Ana Carolina Turessi