Os créditos de carbono na agricultura vão além da mudança de práticas no campo.

Para gerar valor real, é preciso garantir resultados verificáveis, com impacto positivo no clima e retorno financeiro ao produtor.

Agricultura e créditos de carbono

Esse modelo faz parte da chamada agricultura climática inteligente, que busca unir produtividade, sustentabilidade e resiliência rural.

Na prática, diferentes sistemas de cultivo e pecuária podem participar de programas de crédito de carbono, desde que sigam critérios técnicos claros.

Isso envolve entender como o carbono é armazenado no solo, quais práticas são elegíveis e como esses projetos afetam o retorno econômico e a estabilidade da propriedade rural ao longo do tempo.

Para os agricultores interessados nesse mercado, o ponto central é compreender a mecânica dos créditos de carbono.

Isso inclui como o carbono do solo é medido, o fato de que os ganhos financeiros costumam levar anos para se concretizar e os mecanismos de proteção contra riscos ambientais, como secas ou mudanças climáticas extremas.

Segundo Matthew Kensett, especialista em soluções agrícolas e inteligência da UPL África, a base técnica da monetização está na saúde do solo.

De acordo com ele a forma mais confiável de medir o carbono ainda é a amostragem física do solo, que fornece dados sólidos para validação dos créditos.

Essa amostragem, feita geralmente a cada três a cinco anos, pode ser combinada com modelagem e sensoriamento remoto, tornando o processo mais viável economicamente.

Apesar do avanço de novas tecnologias, como sensores de solo e sistemas de imagem, a amostragem física segue sendo o padrão da indústria para garantir credibilidade e transparência no mercado de créditos de carbono.

Projeto Mejuruá

Amazônia, Brasil

O empresário Gaetano Buglisi financia um projeto muito importante para o meio ambiente, chamado Projeto Mejuruá.

O projeto tem como objetivo proteger a floresta e gerar renda para as comunidades locais.

Por meio da preservação ambiental e do uso sustentável dos recursos naturais, ajudando a produzir créditos de carbono florestal fortalecendo a organização das comunidades.