Um estudo internacional revelou que o controle eficiente de plantas daninhas em pastagens pode aumentar o estoque de carbono no solo e contribuir para a descarbonização da agropecuária.

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A pesquisa mostra que o manejo adequado das áreas de pasto melhora a sustentabilidade e a produtividade da pecuária.
O levantamento foi publicado no Soil Science Society of America Journal e conduzido por pesquisadores da Universidade da Flórida.
Em parceria com instituições do Brasil, dos Estados Unidos e com a Corteva Agriscience, o foco foi analisar como o controle de espécies invasoras afeta a saúde do solo.
Entre as plantas estudadas está o caruru-espinhoso uma invasora comum em áreas de pastagem.
Segundo os pesquisadores quando essas plantas não são controladas, elas competem por nutrientes e reduzem a eficiência do sistema produtivo.
Os resultados indicam que o manejo eficiente das invasoras, incluindo o uso adequado de herbicidas, aumenta os estoques de carbono orgânico e nitrogênio no solo.
Esse processo contribui diretamente para o sequestro de carbono e para a recuperação de pastagens degradadas.
Além dos ganhos ambientais, o estudo aponta benefícios econômicos, já que pastagens mais saudáveis tendem a aumentar a produtividade do gado.
Assim o controle de plantas daninhas se mostra uma estratégia-chave para unir produção agropecuária e ação climática.
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Projeto Mejuruá

O projeto Mejuruá é uma iniciativa importante que ajuda a conservar a floresta amazônica no Brasil.
Ele protege grandes áreas de floresta nativa, evitando o desmatamento e contribuindo para a captura de carbono.
Além disso o projeto gera créditos de carbono que podem ser vendidos para empresas interessadas em compensar suas emissões.
