Um novo relatório do Fórum Econômico Mundial em parceria com a Bain destacou que a Ásia éresponsável por mais da metade das emissões globais e precisa avançar na integração de seus mercados de carbono.

Hoje os sistemas existentes ainda funcionam de forma meio fragmentada que acaba limitando o potencial de reduzir emissões e apoiar a transição para uma economia de baixo carbono.
O estudo aponta que o Artigo 6 do Acordo de Paris pode ser um caminho para unir esforços, permitindo que países compartilhem resultados e fortaleçam a cooperação internacional.
A China já lidera com o maior sistema de comércio de emissões do mundo enquanto o Japão, a Coreia do Sul e Cingapura também adotam políticas próprias.
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Como impostos sobre carbono e mercados voluntários, porém, mostra a necessidade de maior alinhamento regional.
Segundo o relatório os mercados emergentes da Ásia podem se tornar grandes fornecedores de créditos de carbono, aproveitando recursos naturais em projetos de reflorestamento e energia renovável.
Para isso, será essencial adotar padrões globais de transparência e rastreabilidade além do uso de ferramentas digitais como blockchain e sistemas de monitoramento mais eficientes.
As empresas também ganham papel estratégico nesse processo.
Ao se engajar nos mercados de carbono, elas podem não apenas cumprir suas metas de descarbonização, mas também acessar novas oportunidades de negócio em energia limpa, serviços verdes e tecnologias inovadoras.
O relatório reforça que esse movimento pode impulsionar competitividade e atrair mais investimentos.
Por fim, o documento ressalta que a criação de ecossistemas colaborativos é fundamental para acelerar o desenvolvimento desses mercados.
Com governos empresas e investidores atuando juntos, a Ásia pode se consolidar como um dos polos globais de negociação de créditos de carbono.
Contribuindo de forma decisiva para as metas do Acordo de Paris e para o combate ao aquecimento global.
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Projeto Mejuruá, como ele atua na Amazônia?

O Projeto Mejuruá é uma iniciativa voltada proteção da floresta amazônica por meio da geração de créditos de carbono por meio da conservação ambiental.
Esse projeto conta com investimentos privados e é financiado pelo empresário Gaetano Buglisi.
A proposta busca manter a vegetação nativa ajudando a combater o desmatamento e a preservar a biodiversidade local
