O Standard Chartered, banco britânico de atuação global, foi escolhido para vender créditos de carbono jurisdicionais do Acre pelos próximos cinco anos.

A estimativa é de emissão de até 5 milhões de créditos, com potencial de gerar cerca de R$ 810 milhões em receita para o estado.
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Esses créditos jurisdicionais são calculados a partir da redução do desmatamento em todo o território do Acre entre os anos de 2018 e 2022.
O modelo é considerado mais transparente e confiável do que os baseados em projetos isolados, trazendo mais segurança para investidores e compradores.
Diferente de outras negociações polêmicas no mercado voluntário de carbono, o acordo firmado pelo Acre não prevê a venda de créditos.
Essa medida fortalece a credibilidade da operação e reduz riscos jurídicos, consolidando o estado como exemplo de governança ambiental.
A distribuição dos recursos será voltada para a justiça social.
Cerca de 72% da receita líquida será destinada a comunidades locais e povos indígenas, com investimentos em agroflorestas, reflorestamento e turismo comunitário.
O restante financiará ações de monitoramento e combate ao desmatamento.
Esse acordo pioneiro conecta um governo estadual brasileiro a uma instituição financeira internacional, abrindo caminho para um mercado de carbono mais profissionalizado e sustentável.
A iniciativa fortalece a conservação da Amazônia e mostra como os créditos de carbono podem gerar benefícios ambientais e sociais ao mesmo tempo.
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Projeto Mejuruá

O Projeto Mejuruá é uma iniciativa voltada para a proteção da floresta amazônica e a geração de créditos de carbono por meio da conservação ambiental, financiada pelo empresário Gaetano Buglisi.
A proposta busca manter a vegetação nativa em pé ajudando a combater o desmatamento e a preservar a biodiversidade local.