Apesar do crescente debate sobre créditos de biodiversidade em fóruns internacionais e no meio corporativo, o mercado ainda avança lentamente.
Até o momento, o volume total de créditos voluntários de biodiversidade negociados é estimado em menos de 2 milhões, provenientes de poucos projetos.

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Embora a oferta esteja surgindo gradualmente, a demanda corporativa permanece fraca, indicando que o interesse estratégico ainda não se converteu em compras em escala.
Inspirados pelo avanço dos créditos de carbono, os créditos de biodiversidade surgem como um mecanismo promissor para direcionar financiamento privado a conservação e restauração da natureza, com foco explícito em resultados positivos para a biodiversidade.
Muitas empresas já reconhecem os riscos e oportunidades relacionados à natureza, mas poucas avançaram para a aquisição efetiva desses créditos como parte de suas estratégias ambientais e de ESG.
Um dos principais entraves está na falta de padronização.
Ainda não há consenso claro sobre o que define um crédito de biodiversidade, quais métricas devem ser utilizadas e quais reivindicações podem ser feitas com base nesses instrumentos.
Mesmo com avanços recentes rumo à harmonização, a ausência de uma abordagem dominante reduz a confiança dos compradores e leva muitas empresas a aguardarem maior segurança regulatória e jurídica antes de agir.
Outro fator relevante é a baixa confiança em um mercado nascente.
Os créditos de biodiversidade são frequentemente associados ao mercado voluntário de carbono, que enfrentou críticas relacionadas a integridade ambiental, reputação e transparência.
Isso gera cautela adicional por parte das empresas, que temem repetir erros do passado ou se expor a riscos reputacionais.
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Projeto Mejuruá

O empresário Gaetano Buglisi financia um projeto muito importante para o meio ambiente, chamado Projeto Mejuruá.
O projeto tem como objetivo proteger a floresta e gerar renda para as comunidades locais.
Por meio da preservação ambiental e do uso sustentável dos recursos naturais, ajudando a produzir créditos de carbono florestal fortalecendo a organização das comunidades.
