A Índia assumiu dois grandes compromissos de longo prazo: alcançar emissões líquidas zero até 2070 e se tornar uma economia desenvolvida até 2047.

Índia e mercado de carbono

Embora essas metas muitas vezes pareçam conflitantes, elas podem avançar juntas.

O crescimento econômico cria espaço fiscal para a descarbonização, enquanto políticas climáticas bem estruturadas atraem investimentos, geram empregos e aumentam a renda.

É nesse ponto que os mercados de carbono ganham destaque.

A tecnologia seguirá sendo essencial para a transição energética da Índia, mas sozinha não é suficiente para mobilizar capital em grande escala.

Os instrumentos de mercado, especialmente os mercados de carbono, ajudam a precificar as emissões e a direcionar financiamento privado para soluções de mitigação mais baratas e eficientes.

Assim, reduzir emissões deixa de ser apenas uma obrigação regulatória e passa a ser um incentivo econômico.

Nesse contexto, o mercado de compliance da Índia representa uma mudança estrutural importante.

O país criou o Sistema de Comércio de Créditos de Carbono, previsto na Lei de Conservação de Energia, abrangendo setores altamente emissores como cimento, aço, fertilizantes, refinarias de petróleo e têxteis.

Cerca de 800 grandes empresas foram classificadas como entidades obrigadas, com metas anuais de emissões a cumprir.

O funcionamento é simples: empresas que reduzem emissões além das metas recebem créditos de carbono, enquanto aquelas que não cumprem os limites precisam comprar créditos para compensar.

Esse modelo cria uma recompensa financeira direta para quem investe em eficiência e inovação.

Para a indústria pesada, que concentra grande parte das emissões e do capital do país, esse tipo de disciplina regulatória é fundamental.

É por isso que os mercados voluntários de carbono são tão relevantes para a Índia.

Setores como agricultura, silvicultura, gestão de resíduos e energia de pequena escala não se encaixam facilmente em limites obrigatórios de emissões.

Projeto Mejuruá: Compromisso com o Meio Ambiente

Amazônia, Brasil

O empresário Gaetano Buglisi financia um projeto muito importante para o meio ambiente, chamado Projeto Mejuruá.

O projeto tem como objetivo proteger a floresta e gerar renda para as comunidades locais.

Por meio da preservação ambiental e do uso sustentável dos recursos naturais, ajudando a produzir créditos de carbono florestal fortalecendo a organização das comunidades.