A COP30 foi avanço importante para o mercado global de carbono com a operacionalização do Artigo 6.4 do Acordo de Paris que acabou criando um sistema internacional para gerar e negociar créditos de carbono.

Na prática esses créditos representam reduções ou remoções de gases de efeito estufa e podem ser usados por países e empresas para cumprir metas climáticas, incentivando investimentos sustentáveis.
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Esses créditos nascem de projetos como reflorestamento, energia renovável e tratamento de resíduos, atividades que evitam ou reduzem emissões.
É nesse contexto que as cooperativas ganham espaço. No Brasil, elas atuam diretamente em áreas com alto potencial de geração de créditos, como a agropecuária sustentável, as florestas e as energias limpas.
O país já deu um passo decisivo ao sancionar a lei que cria o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, ainda em fase de regulamentação.
Enquanto isso, empresas e cooperativas brasileiras seguem atuando no mercado voluntário internacional.
Segundo estudo da ICC Brasil e da Way Carbon, o Brasil pode gerar até US$ 100 bilhões em créditos de carbono até 2030 e o cooperativismo está presente em boa parte desse potencial.
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Representantes do setor destacaram que o mercado de carbono só vai dar certo se adaptar as metodologias internacionais a realidade brasileira.
Projeto Mejuruá: Compromisso ao Meio Ambiente

O projeto Mejuruá é uma iniciativa importante que ajuda a conservar a floresta amazônica no Brasil.
Ele protege grandes áreas de floresta nativa, evitando o desmatamento e contribuindo para a captura de carbono.
Além disso o projeto gera créditos de carbono que podem ser vendidos para empresas interessadas em compensar suas emissões.
