Nova estrada construída na Amazônia para facilitar o acesso à cidade de Belém, sede da COP30, gera críticas ambientais.

A construção atravessa mais de 13 km de floresta protegida. Sendo assim, é vista por muitos como uma degradação do ecossistema local, principalmente com a cidade sendo sede de um evento focado em questões climáticas.

Apesar do estado do Pará defender a construção, alegando ser uma ação sustentável, visto que melhora assagens para a vida selvagem e ciclovias, analístas destacam que a obra fragmentou a vegetação, gerando prejuízos para a fauna e a biodiversidade.

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Ademais, comunidades locais apontam seu descontentamento pela destruição de seus subsídio, como a colheita de açaí, e temem os impactos da urbanização no modo de vida da comunidade.

Somado a isso, o projeto gerou impactos negativos na fauna, visto que dificultou o trânsito de animais nativos, além de dificultar a reabilitação de animais feridos, já que a estrada pode mitigar o acesso a áreas de sobrevivência.

Em suma, a preocupação com o impacto ambiental e social da estratégia levanta críticas sobre a eficácia de tais iniciativas, questionando até que ponto a nova infraestrutura pode atrapalhar a vida nativa.

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Relação com o Projeto Mejuruá

Iniciativas como o Projeto Mejuruá da BR ARBO também apontam o potencial da conservação florestal amazônica para atingirem as metas sustentáveis, sendo considerado um projeto de viés ambiental. 

Projetos como o Mejuruá contribuem para o mercado de carbono global ao preservar ecossistemas, beneficiando tanto o meio ambiente quanto a economia local, alinhando-se com a perspectiva de transição para uma economia mais sustentável.

Ana Carolina Turessi