Os créditos de carbono gerados a partir de algas marinhas estão ganhando espaço nos debates sobre pegada de carbono e soluções climáticas.
Esse modelo faz parte do chamado carbono azul, que envolve ecossistemas marinhos capazes de capturar e armazenar dióxido de carbono da atmosfera.

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Pesquisas recentes sobre aquicultura de algas marinhas mostram que o cultivo em sistemas de agricultura aberta pode contribuir para a remoção de carbono.
Além de crescerem rapidamente, as algas absorvem carbono durante seu desenvolvimento, o que pode ajudar na compensação de emissões.
Com base nesses estudos, o Dr. Ravi desenvolveu uma estrutura regional para avaliar onde o cultivo de algas pode gerar créditos de carbono no futuro.
A proposta analisa fatores como condições ambientais, escala de produção e viabilidade econômica.
O objetivo é entender em quais regiões o cultivo realmente traz benefícios climáticos líquidos.
Para que esses projetos sejam aceitos pelos mercados de carbono, é preciso comprovar que há remoção real e mensurável de carbono.
Os créditos de carbono de algas marinhas podem se tornar uma alternativa promissora dentro do mercado de carbono azul.
No entanto, ainda são necessários mais dados científicos e padrões claros para garantir credibilidade e impacto climático positivo.
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Projeto Mejuruá: Compromisso com o Mercado de Carbono

O projeto Mejuruá é uma iniciativa importante que ajuda a conservar a floresta amazônica no Brasil.
Ele protege grandes áreas de floresta nativa, evitando o desmatamento e contribuindo para a captura de carbono.
Além disso o projeto gera créditos de carbono que podem ser vendidos para empresas interessadas em compensar suas emissões.
