A COP30 realizada em Belém não solucionou todos os desafios globais ligados a crise climática.

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Questões centrais continuaram sem consenso, como a criação de um plano global claro para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
E a criação de metas mais firmes para zerar o desmatamento e mecanismos de financiamento climático capazes de atender, na escala necessária, os países mais vulneráveis.
Apesar dessas limitações a conferência trouxe avanços relevantes.
Um dos principais foi a mudança de postura em relação ao oceano, que deixou de ser um tema secundário e passou a ocupar espaço central nas discussões sobre mitigação e adaptação climática.
O reconhecimento do papel do oceano é estratégico pois ele regula o clima, absorve parte significativa do carbono influencia os regimes de chuva e sustenta milhões de pessoas por meio da pesca e da economia costeira.
Sem proteger os oceanos, torna-se impossível enfrentar de forma eficaz o aquecimento global.
Na COP30, o debate avançou ao conectar a proteção dos oceanos com políticas climáticas, biodiversidade e desenvolvimento sustentável.
Essa integração reforça a ideia de que soluções climáticas precisam ir além da terra firme e considerar os sistemas naturais de forma conjunta.
Mesmo sem resolver todos os impasses, a COP30 marcou um ponto de virada simbólico.
Ao colocar o oceano no centro da resposta climática, a conferência indicou um caminho mais completo e realista para enfrentar a crise, mostrando que proteger o planeta passa, necessariamente, por cuidar dos mares.
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Projeto Mejuruá

O Projeto Mejuruá tem como objetivo proteger a floresta amazônica e ajudar as comunidades locais.
E essa proteção vem por meio da conservação ambiental, ele gera créditos de carbono que contribuem para a redução das emissões de gases poluentes, promovendo o desenvolvimento sustentável na região.
