A COP30 realizada em Belém não solucionou todos os desafios globais ligados a crise climática.

COP30, Brasil.

Saiba mais: Bolsa de crédito de carbono no Rio atinge 5 milhões

Questões centrais continuaram sem consenso, como a criação de um plano global claro para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.

E a criação de metas mais firmes para zerar o desmatamento e mecanismos de financiamento climático capazes de atender, na escala necessária, os países mais vulneráveis.

Apesar dessas limitações a conferência trouxe avanços relevantes.

Um dos principais foi a mudança de postura em relação ao oceano, que deixou de ser um tema secundário e passou a ocupar espaço central nas discussões sobre mitigação e adaptação climática.

O reconhecimento do papel do oceano é estratégico pois ele regula o clima, absorve parte significativa do carbono influencia os regimes de chuva e sustenta milhões de pessoas por meio da pesca e da economia costeira.

Sem proteger os oceanos, torna-se impossível enfrentar de forma eficaz o aquecimento global.

Na COP30, o debate avançou ao conectar a proteção dos oceanos com políticas climáticas, biodiversidade e desenvolvimento sustentável.

Essa integração reforça a ideia de que soluções climáticas precisam ir além da terra firme e considerar os sistemas naturais de forma conjunta.

Mesmo sem resolver todos os impasses, a COP30 marcou um ponto de virada simbólico.

Ao colocar o oceano no centro da resposta climática, a conferência indicou um caminho mais completo e realista para enfrentar a crise, mostrando que proteger o planeta passa, necessariamente, por cuidar dos mares.

Saiba mais: Decisão do Senado sobre o mercado de crédito brasileiro

Projeto Mejuruá

O Projeto Mejuruá tem como objetivo proteger a floresta amazônica e ajudar as comunidades locais.

E essa proteção vem por meio da conservação ambiental, ele gera créditos de carbono que contribuem para a redução das emissões de gases poluentes, promovendo o desenvolvimento sustentável na região.