O Parlamento Europeu aprovou uma nova meta climática que prevê redução de 90% das emissões até 2040, em comparação com os níveis de 1990.

A medida é parte do plano para alcançar a neutralidade climática até 2050 e reforça as regras da Lei Europeia do Clima.

União Europeia e sua ambição na redução de crédito de carbono

Saiba mais: Projeto Mejuruá na Amazônia é validado pelo CNMP

A proposta foi aprovada com ampla maioria e cria, pela primeira vez, um limite intermediário e obrigatório dentro da política climática da União Europeia.

O objetivo é acelerar a transição energética e garantir que os países avancem de forma mais rápida na redução das emissões.

A nova regra também traz mais flexibilidade para os países membros.

A partir de 2036 será permitido o uso de créditos de carbono internacionais para cobrir até cinco pontos percentuais das metas, desde que venham de projetos de alta qualidade e alinhados ao Acordo de Paris.

No entanto, esses créditos só poderão ser utilizados em setores que não fazem parte do mercado europeu de carbono.

Além disso, o texto inclui salvaguardas para evitar que os recursos financiem projetos que contrariem interesses estratégicos da União Europeia.

Com essa decisão, a UE reforça sua liderança global em políticas climáticas e sinaliza maior integração entre metas de descarbonização, mercado de carbono e investimentos em soluções sustentáveis nos próximos anos.

Saiba mais: Senegal fecha acordos de crédito de carbono

Projeto Mejuruá

O projeto Mejuruá é uma iniciativa importante que ajuda a conservar a floresta amazônica no Brasil.

Ele protege grandes áreas de floresta nativa, evitando o desmatamento e contribuindo para a captura de carbono.

Além disso o projeto gera créditos de carbono que podem ser vendidos para empresas interessadas em compensar suas emissões.